27 novembro 2008
25 novembro 2008
A foto
- Cumpadi, vosmecê num vai querditá no peixão que eu pesquei cumpadi!
- Ara, e por quê ora essa? Era um peixe muito grande?
- Ah, era viu, uns 2 metros!
- 2 metros??
- É cumpádi, se contá o rabo então devia ter uns 2 metros e meio! Pesquei com a Orga, minha véia cumpanhêra de pescaria!
-Aquela sua vara velha de bambu???
- É, ela mesma cumpádi! Óia mais respeito com a Orga hein?
-Aara, sei, e que raça era esse peixe cumpádi?
- óia, num subi precisá não viu? Só sei que num tive corage de matá não! Pus no aquário lá de casa!
- No aquário?!? Óia cumpadi, ocê me descurpe, mas vosmecê tinha razão! Num cunsigu querditá nessa história não, vosmecê tá muito do loroteiro!
-Num querdita?
- Num querdito! Isso tudo tá muito inacreditáver, imagina ,pescar um peixão de 2 metros e meio, com aquela sua varinha, que num pesca nem tilápia e ainda por cima falar que que o peixe tá no seu aquário?? Num querdito!!!
- Ara, cumpádi! Mas eu posso prová!
- Ara, como?
- Óia aqui a foto! Tirei com a minha digitar !
- Ara, me dá isso a...?!?!
- Cumpááááádi....!!, mas que lindeza esse peixe sô!!! Nossa, agora eu querdito, oooh se querdito!! Tanto querdito que vô pergunta uma coisa pra vosmecê!
-Ara, pergunte uai!
- Que ribeirão que vosmecê pescou essa formosura, porque vô querêr pescar um pra mim também!
Técnica: Painter e PS
Arte e história de pescador: Dalton Muniz
Tema.Artista/Theme.Artist: 033 Sereias, Dalton Muniz
24 novembro 2008
21 novembro 2008
pobre minhoca

Mais uma ilustra feita rapidin, me preocupei mais em testar novos caminhos para finalizar minhas ilustrações do que com a ideia, e como estava com pouco tempo e sem ideia nenhuma na cachola, resolvi fazer uma ilustra com uma ideia um pouco manjada... mas curti o resultado, espero que gostem ^_^ abs
Técnica: lapis 6B e photoshop
Artista: Leo Fanelli
Tema.Artista/Theme.Artist: 033 Sereias, Leo Fanelli
Sereias Koreanas!

Baseado no video do youtoba, de duas coreanas cantando e fazendo coreografias bizarras no Karaokê (http://br.youtube.com/watch?v=EG_EBeqw3Yc&feature=rec-HM-r2)
Técnica: colorido no boboshop
Artista:Val Deir
Tema.Artista/Theme.Artist: 033 Sereias, Valdeir Rocha
20 novembro 2008
19 novembro 2008
17 novembro 2008
6-RE-IA
Técnica: Acrílica em kraft
Artista: Julia Bax
Tema.Artista/Theme.Artist: 033 Sereias, Julia Bax
O encantador de sereias
Estava Bêbado. A constatação poderia ser óbvia depois da terceira garrafa, mas não era como qualquer um. Estava bêbado, mas seus olhos continuavam límpidos, suas mãos não tremiam, seu andar tinha o perfeito equilíbrio de um marinheiro acostumado as altas tempestades do mar.
Ainda assim estava bêbado, e podia ter certeza disso graças a confusão em sua mente. Não sabia onde estava. Nem tinha idéia de onde queria chegar. Olhou para a ponte de um lado para o outro perdendo-se na neblina salpicada de pequenas luzes imóveis que poderiam ser estrelas ou lâmpadas de um mundo escondido a poucos passos. Não sabia se estava indo ou voltando, da direita ou da esquerda. Tudo o que havia de certo era a ponte sob seus pés e o braço de mar abaixo dela. O cheiro inconfundível da água salgada e o ritmo das ondas traziam-lhe uma estranha melancolia. De um lado para o outro, ele ouvia o mar embalando a noite como uma criança em seu colo.
Tinha uma garrafa em sua mão pelo terço e não havia nada a ser feito, exceto bebê-la. Ele se debruçou na amurada e entornou de sua boca doces goles, como beijos que o amor nunca lhe trouxe.
O ar era frio e espectral, polvilhado de idéias que surgiam do álcool. O silêncio o incomodava e para espanta-lo cantou. Sua voz era gasta e mal tratada, mas determinada, resolvida a ser ouvida a todo custo. A musica ganhou o ar da noite como se silenciasse o barulho das ondas. Sem aviso alguém cantou de volta. Assustado ele olhou para os lados buscando a origem da voz, mas não havia ninguém, só um eco difuso, perdido no tempo. Ele ganhou coragem na brincadeira e voltou a cantar, procurando de um lado ou de outro, esperando que um rosto surgisse para reivindicar a voz.
Talvez a bebida estivesse fazendo mais efeito do que pensava, sentia-se etéreo, eufórico. Cantava agora usando o ribombar do sangue em suas veias como base e a canção acelerava, acompanhada daquela voz doce. Estava extasiado. Tudo o que queria era encontrar a dona de sua voz, mas não sabia para que lado ir. Então assustou-se, percebeu que não era uma voz a acompanhar a sua, eram duas, eram muitas. Agora arranjadas como um coro que o circundava. Sua cabeça girava, de onde vinham aquelas pessoas? Sua voz se calou, enquanto procurava respostas. Seus olhos se voltaram para o mar que perdia-se num dos lados da ponte e ele aproximou-se do parapeito, incrédulo.
Algo surgiu das trevas batendo asas como uma grande gaivota, ele gritou mas seu grito pareceu mudo tamanha era a altura das vozes ao seu redor. Assustado se debateu contra asas, garras e um odor fétido de peixe. Cego e amedrontado, confuso e bêbado, desequilibrou-s e caiu da ponte.
Uma a uma as vozes se silenciaram ao ouvir o som de um corpo batendo na água.Na manhã do dia seguinte, quando a neblina desapareceu, os moradores daquela cidade presenciaram uma cena estranha. Caído na beira da praia, trazido pelas ondas da noite, estava o corpo de um homem afogado. E ao seu redor, espalhadas na areia, uma dezena de sereias sem vida.
Autor: Diego Guerra
Tema.Artista/Theme.Artist: 033 Sereias, Diego Guerra
14 novembro 2008
Tema.Artista/Theme.Artist: 033 Sereias, Rafa Dante
Tema.Artista/Theme.Artist: 033 Sereias, Priscila Camacho
















